segunda-feira, 31 de março de 2008
Não Tem Tradução
Ninguém melhor do que Noel Rosa para servir de exemplo, de quem traduziu o Rio nos seus costumes, na sua malandragem, nas favelas e nos seus bairros ( particularmente a sua Vila Isabel) com tanta beleza poética e musical, e com críticas sociais e políticas contundentes como fez com tanta propriedade no samba “não tem tradução”.
Quando ironiza os pobres de espírito que se deslumbravam com os modismos estrangeiros, já presentes em sua época. A crítica de Noel transcende, mantendo-se atual, mais do que nunca no mundo globalizado de hoje, quando nossas entranhas são americanizadas para o deleite dos “neobobos” .
Sem dúvida nenhuma, que Noel não deixaria escapar uma fina ironia para o bairro mais americanizado (Barra da Tijuca) do Rio de Janeiro, a nossa Miami Tupiniquim, com direito até a uma irmã nanica da Estátua da Liberdade (rsrsrsr). Um prato perfeito para o compositor da Vila Isabel.
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