segunda-feira, 31 de março de 2008

Proibido proibir


Caetano Veloso
TV Educativa, Rio-ao vivo,anos 80.

Em 1968, a juventude do mundo se rebela em vários cantos e continentes.
Em Praga os jovens se rebelam contra um governo autoritário de esquerda, nos EUA contra a Guerra do Vietnã, na França contra o presidente De Gaulle, nem o governo moderado alemão escapa a ira dos estudantes.
No Brasil, o movimento estudantil tem como alvo a ditadura militar. Contudo, os líderes estudantis brasileiros usavam roupas tímidas, seu padrão de arte era Geraldo Vandré e não Caetano e Gil, que buscavam revolucionar a música popular.
Os tropicalistas estavam mais sintonizados com o que ocorria lá fora, onde os ativistas buscavam a derrubada de todas as estruturas sob a bandeira de sexo, drogas e rock-‘n’-roll, com jeans desbotados, pés descalços, era o iníco do movimento hippie.

Nesse mesmo ano, o III Festival Internacional da Canção organizado TV Globo, criado como o intuito de concorrer com a Record de São Paulo, reflete bem esse clima, quando Caetano acompanhado pelos Mutantes, defendendo a música é proibido proibir, é recebido com vaias, ofensas, ovos e tomates.
O compositor responde com discurso radical que ficou para a história dos festivais.
“ Vocês são iguais sabe a quem? São iguais sabe a quem? Tem som no microfone? Àqueles que foram na Roda Viva e espancaram os atores.” (Trecho do discurso de Caetano Veloso em resposta as agressões da platéia)

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